sexta-feira, 28 de setembro de 2012

As poetisas nascem da junção das dores salgadas largadas num canto, atiradas com asco, e de corações partidos; ainda mais das partes esquecidas.


Gosto dos venenos mais lentos!
Das bebidas mais fortes!
Das drogas mais poderosas!
Dos cafés mais amargos!
Tenho um apetite voraz.
E os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco
que eu vou dizer:
E daí? Eu adoro voar!

(Clarisse Lispector.)

Às vezes me pego sozinha deitada na cama, com um caderno de e lapiseira na mão, ouvindo músicas.
Tento escrever e não consigo. E começo a pensar. Penso no antes, no agora e tento descrever como será meu futuro.
Penso como serei, no entanto nem tudo o que a gente quer acontece. Provavelmente, nada que penso vai ser futuramente.


Moreno, conto as horas, os dias no meu calendário para lhe ver. Só de pensar em ter sua companhia de novo... Contagio-me. Conto o domingo, a segunda, terça, quarta, quinta. Lembro-me do teu jeito. E do meu perto de ti, chega aparece um riso frouxo e um piscar sonhador. Sei que pareço tola, mas gosto de tua presença.